
Os desfiles de Paris precisaram chegar ao último dia para bater na tecla da discussão da mulher mais normal, com seios fartos em evidência e com roupas que não evidenciam magreza nenhuma. O start foi dado por Prada em Milão, e a imagem foi concluída nesta quarta-feira por ninguém menos que Marc Jacobs para a Louis Vuitton. "Pensei numa mulher bonita", disse o estilista ao fim da apresentação, que contou com a presença de várias modelos brasileiras, como Carol Trentini, Aline Weber, Adriana Lima, Renata Sozzi e Alessandra Ambrosio (esta questionada atualmente pela imprensa internacional por exibir uma magreza excessiva, mas que desfilou na Prada também).
Jacobs, há 13 anos à frente da marca francesa, levou ao Carrossel do Louvre, em Paris, no espaço envidraçado e ao redor de uma fonte, mulheres com peças que voltaram aos anos 1950 e 1960, com saias godês armadas e tronco mais ajustado, muitos com decotes, que levantavam e deixavam à vista o contorno dos seios, valorizando o colo. É bom lembrar que na época o ideal de beleza eram as mulheres mais fortes e rechonchudas, o que começou mudar apenas em meados dos anos 1960.
Com rabo-de-cavalo e maquiagem leve, as moças pareciam ter saído de filmes antigos, numa atitude leve, inocente, mas sóbria, com cores que variavam do cinza ao verde, passando por marrons e alguns cremes. A fonte redonda cujas águas seguiam o ritmo da música e em volta da qual as modelos passeavam nos remetiam a imagens da cinemateca daquela época. E a inspiração foi mesmo E Deus Criou a Mulher, com Brigitte Bardot. Mas as divas italianas, como Gina Lolobrigida e Sophia Loren, com seus decotes pronunciados, também vieram à mente.
As saias mais amplas e nunca acima do joelho, bem ao estilo lançado por Christian Dior no pós-guerra, mas que se manteve até os anos 1960, foi o principal shape da coleção. E vinham tanto em tailleurs, como em vestidos e em casacos. Algumas blusas podiam ser mais fechadas também. Nenhuma peça era reta, todas se armavam a partir da cintura, sempre no lugar, algumas com contos finos. Nos tecidos, veludos texturizados, lãs tipo tweed ou no estilo angorá, tricô, brilho em casaquetos e muito couro, tanto na parte de cima quanto em saias e alguma renda. Xadrez clássico, machados e florais se mesclavam a peças lisas.
Todas com as tradicionais bolsas, maiores ou menores, levadas na mão, e escarpim de salto grosso com lacinhos na frente. Para a noite, vestidos também com saias volumosas, combinadas com troncos justos, quase como a maioria desfiladas no Oscar. Uma imagem bem diferente do desfile primavera-verão, em que as modelos usavam perucas black power.
Prada falou claramente da questão de roupas para gente normal, Fendi apresentou saias godês e o a marca própria de Marc Jacobs, desfilada em Nova York, também mostrou clássicos revisitados e modelagem mais amplas. E o fechamento da temporada mundial com Louis Vuitton e suas moças antigas. Pois bem, os desfiles de inverno 2010/2011, apesar de muitos com apelos sexy e sensual, jogaram as cartas para a discussão de que moda tem de ser mostrada para pessoas dentro dos padrões normais. Se isso vai ser levado para frente, não se sabe, mas é um bom começo, principalmente quando o problema é colocado à tona por grifes desse porte.
Com rabo-de-cavalo e maquiagem leve, as moças pareciam ter saído de filmes antigos, numa atitude leve, inocente, mas sóbria, com cores que variavam do cinza ao verde, passando por marrons e alguns cremes. A fonte redonda cujas águas seguiam o ritmo da música e em volta da qual as modelos passeavam nos remetiam a imagens da cinemateca daquela época. E a inspiração foi mesmo E Deus Criou a Mulher, com Brigitte Bardot. Mas as divas italianas, como Gina Lolobrigida e Sophia Loren, com seus decotes pronunciados, também vieram à mente.
As saias mais amplas e nunca acima do joelho, bem ao estilo lançado por Christian Dior no pós-guerra, mas que se manteve até os anos 1960, foi o principal shape da coleção. E vinham tanto em tailleurs, como em vestidos e em casacos. Algumas blusas podiam ser mais fechadas também. Nenhuma peça era reta, todas se armavam a partir da cintura, sempre no lugar, algumas com contos finos. Nos tecidos, veludos texturizados, lãs tipo tweed ou no estilo angorá, tricô, brilho em casaquetos e muito couro, tanto na parte de cima quanto em saias e alguma renda. Xadrez clássico, machados e florais se mesclavam a peças lisas.
Todas com as tradicionais bolsas, maiores ou menores, levadas na mão, e escarpim de salto grosso com lacinhos na frente. Para a noite, vestidos também com saias volumosas, combinadas com troncos justos, quase como a maioria desfiladas no Oscar. Uma imagem bem diferente do desfile primavera-verão, em que as modelos usavam perucas black power.
Prada falou claramente da questão de roupas para gente normal, Fendi apresentou saias godês e o a marca própria de Marc Jacobs, desfilada em Nova York, também mostrou clássicos revisitados e modelagem mais amplas. E o fechamento da temporada mundial com Louis Vuitton e suas moças antigas. Pois bem, os desfiles de inverno 2010/2011, apesar de muitos com apelos sexy e sensual, jogaram as cartas para a discussão de que moda tem de ser mostrada para pessoas dentro dos padrões normais. Se isso vai ser levado para frente, não se sabe, mas é um bom começo, principalmente quando o problema é colocado à tona por grifes desse porte.
'' Sempre falo que esse ''conceito'' de magreza ditado pela mídia e pelas modelos é muito diferente da mulher comum da mulher do dia a dia. A Louis Vuitton mostrou mulheres dos seios fartos e bem longe da magreza. Com um lindissimo e glamuroso desfile ano 60.

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